sábado, 5 de março de 2016

Do Cinema


Do cinema


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Sempre que vejo uma parte da premiação chamada Oscar, imagino aquele cinema verdadeiramente artístico, sétima arte, que com zelo batalha muitas vezes sem nenhum lucro, e que resulta em um cinema cult, que não tem acesso a tal festividade. Em muito esses prêmios se assemelham a alguns de Miss, e outros que são bem restritos e que apesar de se dizerem nacionais, ou estaduais, nada mais são do que de algum pequeno grupo de privilegiados. Mas há filme nacional bom? Claro que há. Existem adaptações da literatura, existe ficção, existe um pouco de tudo, animações. Aqueles divulgados pelo SESC são uma boa opção, bem como em Salas de Cinema ou Cineclube, e todo um trabalho semelhante. Aqui em São Bento temos um no “CEU das Artes”, que é uma manifestação legitimamente cultural, digna de ressalva, e um espaço destinado a comunidade são-bentense, e que ainda não é conhecido. Um local cheio de possibilidades, localizado na Serra Alta, ao lado do terminal rodoviário. Assim o cinema de qualidade espera, deixando um pouco de lado as produções comerciais e que defendem um interesse mais de massa, e menos de um progresso de consciência, como o cinema cult oferece. Pois muitas vezes se reclama por não ter cinema em São Bento, mas existe sim essa possibilidade,e uma opção de qualidade, e gratuita.



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Da filosofia dos filmes e educação

 
 


Faz algum tempo escrevi um livro chamado “Filmes e Filosofia”, onde tratei de questões filosóficas em filmes. E os filmes levam a muita reflexão. Por manter um blog sobre o mesmo tema (www.filmesefilosofia.blogspot.com.br), percebi que filmes como Cubo despertam grande curiosidade, e outros como o de Pink Floyd, “The Wall” são citados em disciplinas de didática de universidades, mostrando um questionamento sobre o que vem a ser a escola, se ela não passa de mais uma linha de produção, uma fábrica de pensamento, e uma dominação da autoridade. Também o filme “Sociedade dos poetas mortos” revela grande complexidade, e que faz repensar o que é uma sala de aula e sobre os objetivos da escola. Essa escola que era antes mais parecida com uma prisão, como lembrou Michel Foucault, e que agora é democrática, libertadora, continuada e crítica. Vemos assim que filmes sempre revelam algo bom, se observados com um olhar mais reflexivo, e que a filosofia colabora com isso. Não uma filosofia do passado, mas uma de nosso dia-a-dia, de hoje mesmo, que faz parte de nossas vidas. Sem filosofia não existiriam direitos, nem sociedade, nem a organização que temos, nem ciência, nem nada. E os filmes compartilham dessas cenas que passam na produção de nossas vidas.



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Filmes Bíblicos



Recentemente voltou a ter destaque a questão dos filmes bíblicos. Vi assim um sobre a Maria Madalena (com Maria Gracia Cucinotta), que achei muito interessante. A produção enfatizava a condição dessa mulher que sofreu e que por fim conheceu Jesus e se transformou. O drama trata de uma mulher que sofre com o divórcio, perdendo propriedades da família, que se envolve com general romano, que sofre traição, trai, vive uma série de confusões, que é violentada e ao mesmo tempo conhece o poder do mundo. Essa grande mulher bíblica, que presenciou a ressurreição de Jesus, é retratada como alguém que se envolve com o poder e presencia tristemente a morte de João Batista. Outros filmes como Noé e Êxodo ganharam destaque, e recentemente vemos Os 10 Mandamentos. Fato é que refletem nossa cultura e que esses filmes se revelam de grande relevância, quando vistos em comparação a leitura da Bíblia. O cinema assim se revela de grande importância artística, um bem cultural que traz alguma contribuição a vidas das pessoas. Os bíblicos mechem com as crenças, e assim despertam a alma e coração de quem assiste.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

CUBO 2 e a física quântica


 
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De modo diferente a CUBO 1, em sua segunda versão, o cubo é revestido de certa virtualidade, é uma espécie de gato de Schrödinger. Novamente com diversos profissionais em seu interior, todos “inocentes”, mas que escondem sempre a colaboração na máquina da morte e no “grande irmão”, resta assim que se usam também armadinhas quânticas, que interagem com a mente ou consciência dos aprisionados. Cubo 2 é uma versão mais inteligente da franquia, e soma efeitos especiais elaborados com a história canadense. Temas vários assim surgem numa história que guarda muitas surpresas.
 
 
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Em Cubo 2 o foco não é tanto ético ou político, como seus assemelhados, mas sim a evolução da física e o paradigma quântico. Ali se verá que tudo é consciência, e que a mente faz a realidade. Assim também há o colapso de onda, o vácuo quântico, as diversas dimensões do espaço, ou pelo menos a quarta, que seria representada no hipercubo, ou na téssera. Aqui entra um pouco de matemática também. A primeira grande descoberta é de que estão num cubo especial, que revela essa dimensão extra, que não é interpretada apenas como o tempo. Assim o observador determina a realidade. Fica por fim o pesadelo dos físicos: o problema da medida.
 
 
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Mas existe uma novidade nesse filme: uma moça cega acompanha os aprisionados. Por fim ela revela uma surpresa que colocará todos em estado de espanto. Mas os integrantes parecem ser mais espertos que em outras versões, e há muita modificação do cubo, parecendo ser uma sala só, às vezes mudando aspectos temporais, repetindo, viajando no tempo, reduzindo velocidade das coisas e assim por diante. Aqueles que acham saídas, como o detetive, acabam por se tornar carrascos e ele parece ser a figura do psicopata da turma.

Mas o que é matéria? São flutuações do vácuo quântico. Assim as ondas determinam muitas coisas, em especial as mentais. O homem ganha responsabilidade por suas escolhas. Deve-se deste modo aceitar a realidade e compreendê-la. Na maioria dos casos as pessoas fogem da realidade. Mesmo com as religiões. Mas desse modo vem Jesus e fala que o Reino dos céus está mais perto do que imaginam. No filme se leva a refletir até onde somos responsáveis, e onde podemos encontrar a saída das portas ou do Cubo, que reserva suas armadilhas do “destino”. Revela assim o filme a dignidade, no sentido de um antropocentrismo, ficando o homem responsável por sua liberdade. E a igualdade fica no caso da deficiente visual, tando em sua qualidades, como na grande descoberta em relação a sua participação na construção do Cubo. De vítima ela se torna vilã.
 
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Muitos espectadores gostaram do primeiro Cubo e criticaram os outros, mas ninguém negou do potencial epistemológico ou de conhecimentos dessa produção canadense. Longe de imitar outros filmes, esse buscou uma criatividade e fazer pensar. Apenas usou de certa violência nas armadilhas, mas aqui as coisas ficaram mais sugeridas. Fato é que a física presente nesse Cubo revela os desenvolvimentos de nossa ciência e se esta tem ou não ética. Pode-se projetar para uma bioética, uma vez que são pessoas as cobaias nesse instrumento. O filme também pode ser transposto para campo filosófico, para um idealismo e subjetivismo. O final não é feliz, e isso também soma a qualidade do filme. Uma produção para refletir sobre os mecanismos de poder e sobre o destino da humanidade.
 
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sábado, 6 de fevereiro de 2016

VELOZES E FURIOSOS 4 em reflexões filosóficas


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Carrões e belas mulheres: o que mais um homem pode desejar? Velozes e Furiosos 4 (que já está no 7...) parece ser um retorno a primeira produção da franquia, após o 3 que foi em Tókio, o que havia fugido da saga. Com marcas e modelos de carros para todos os gostos, o filme revela a competição interna, entre Ford e Chevrolet, e a internacional, como as marcas japonesas. Mas o filme leva a reflexão.
 
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De início, antes eu achava o Velozes e Furiosos revelava apenas a psicologia masculina, do macho alfa, eterno Édipo. De uma libido sublimada em máquinas velozes e brilhantes, com belas curvas e traseiras. A “vontade de potência” de Nietzsche. O “motor imóvel” de Aristóteles. Tudo isso parece estar no filme, somado a um budismo revelador: extremo controle, yoga. Isso mostra manobras quase circenses no volante e um túnel muito suspeito por onde correm, em assaltos e manobras em que aceleram contra a lei.
 
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Sempre admirei os carros japoneses. Por aqui se acha que carrões beberrões norteamericanos, ou os caríssimos italianos e alemães são os maiorais. Já os japoneses com preços mais econômicos e também de melhor consumo, tracionados e turbinados, ainda com intercoolers, são mais eficientes. São máquinas inteligentes. Melhor que inteligentzia. E mais eficazes. Assim em Velozes e Furiosos 4 se usam os “muscle cars” para zoar, e os japoneses como o Nissan GT-R e o Subaru TVI para mostrar quem manda na eficiência. No mais carrões menos conhecidos. E belas morenas.
 
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A velocidade e a perfeição da máquina revela a velocidade e perfeição da mente. Uma noogênese. A evolução é uma adaptação. Darvinismo mecânico. Assim modernizaram o clássico americano com uma injeção eletrônica. Isso aconteceu no mundo real também. Falando em real, o que mais faltou foi realidade na corrida dos túneis. No mais o filme foi excelente e mostra bem o ideal masculino.
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O carro é uma práxis da locomoção. É a luta de classes. Também se trata do espírito numa linguagem mecânica. O carro é a paixão turbinada, hedonismo compartimentalizado. No filme se revelam irracionalidades, assaltos, a luta com a lei. A aventura é acelerar, mesmo que o ator na realidade fique enfurnado em um carro parado que balança envolto em paredes pintadas de verde.
 
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O filme tem um bom elenco, e tem uma ótima locação,no México, ou em sua fronteira. Há cenas reais e separa a realidade da aventura. Mas na realidade, só se for na pista e com pessoas especialmente preparadas.