terça-feira, 29 de outubro de 2013

FILME “A ORIGEM” E O GOVERNO DO INCONSCIENTE



FILME “A ORIGEM” E O GOVERNO DO INCONSCIENTE

         Essa ficção onde está estrelando Leonardo Di Caprio, talvez o melhor filme que vi do ator, pelo menos mais inteligente, leva a pensarmos até onde podemos ser manipulados por ideias plantadas em nosso inconsciente. E os sonhos se revelam um mundo à parte. Porém nessa produção vemos uma espécie de conspiração para controlar mente de ricos, e mesmo para descobrir senhas de cofres e tudo mais. Nada mais seguro que descobrir isso no inconsciente das pessoas, acessando seus sonhos, onde tudo estaria revelado. O filme é no geral muito bom, com muita ação e efeitos especiais criativos, sem exageros. E até realista.
       O protagonista, tal de Cobb, especialista em manipular e plantar ideias em sonhos,. Vive assim procurando uma solução para compensar o suicídio de esposam, que se deu por não mais acreditar na realidade, pulando de um prédio. Mas nos sonhos, se lá estivesse, apenas teria acordado. Quantos de nós já não acordamos em uma queda em sonho? Isso nos faz lembrar de Hegel e seu Espírito Universal, e de certos transcendentalismos onde a realidade não tem importância. Mesmo espiritualismos onde as pessoas vivem mais pra lá que pra cá. Não nos esquecemos de certos médiuns e pessoas que transitam em duas realidades paralelas, desvendando muitas forças que para o comum de nós são inexistentes. 

       O filme nos faz pensar numa ética paranormal, e em um assunto que já tratei no meu livro Contrarreforma ético-filosófica, que escrevi em co-autoria com Cléverson Israel Minikovsky. Lá já me veio essa ideia fenomenal de que existe uma lei universal controlando até esses meandros, assim como há uma lei cuidando do mundo virtual. Muitos achavam que estavam impunes, e por azar caíram nas “redes” da lei, sofrendo condenação e tudo. O filme tem cenas incríveis, como no mundo que se torna um espelho e em certas manipulações das pessoas desse mundo (onírico), onde se revelam características do inconsciente da pessoa. Freud ia adorar o filme, apesar do mesmo autor estar um tanto obsoleto. Também uma cena onde o mundo começa a girar, ficando de ponta-cabeça, me lembrou da uma música de Raul Seixas.

 
       Na tentativa desse crime perfeito, muitas coisas dão erradas, e forças contrárias desconhecidas aparecem, espécies de gangsters, que feriram um do bando. Assim foi uma luta para sobreviver, uma vez que se acordarem o poderia estar mortos. Isso tudo em um sonho a bordo de uma aeronave. Tudo acabou se resolvendo mais a principal trama do filme não era o assalto, mas o que o Cobb guardava com relação a o que era ou não realidade, e da relação que tinha com sua esposa. Tudo estava como se ela estivesse viva e o esperando, feliz e numa família perfeita. Percebemos que na realidade vivemos na maior parte do tempo inconscientes, e desde a respiração, digestão e uma série de processos corporais não controlamos. Isso sem falar em forças invisíveis, vírus e um mundo que nem imaginamos. Os sonhos revelam nossos mistérios e seria catastrófico que se invadisse os mesmos e plantassem ideias na realidade das pessoas.