sábado, 23 de fevereiro de 2013

Filme Lua de Sangue de Nora Roberts e retrocognição



Filme Lua de Sangue de Nora Roberts e retrocognição




Essa autora de best sellers agora vê uma adaptação de sua obra, e Lua de Sangue conta com roteiro adaptado por Stephen Tolkin e como a atriz protagonista a bela Claire Forlani, representando a Tory. O filme parecia pra mim de começo mais um romance e aquelas histórias de amor melosas, mas não. Logo foi cheio de ação com a infância de uma menina paranormal, que tem clarividência, ou melhor, retrocognição (um site erros ao falar em premonição, que é diferente). No geral ela faz previsões sobre crimes que ocorrerem no passado, ou que ocorrem. Assim Tory tem um pai agressor e uma mãe silenciosa, ainda depois descobrindo que o pai é um criminoso, violentador de meninas. Fato é que ela tem visões a toda hora, e que a amiga dela que morreu na infância a lhe dá dicas das coisas. Por fim, algumas surpresas e uma história envolvente e cheia de ação.
Achei apenas meio frios alguns comportamentos, e alguns homens com comportamento feminino. Também a rica e loura com comportamento muito libertino, o que torna um pouco artificial o triller. Repete um tanto Hamlet, unindo um casam de condição social diferente e tendo a sogra de Tory como uma pessoa amargurada, apesar de rica. Há momentos da irmã do seu amigo e namorado, onde se atrai bem a personalidade feminina, pelo amor por cães e bichinhos. Não se precisa revelar que seu amado é um médico veterinário. Mas o amor de Tory é esse seu amigo rico de infância que parece mais um trabalhador braçal, mal vestido e suado. Outro fora na intriga, assim como o fato de pai de Tory não ter envelhecido, o que se poderia fazer com alguns cabelos grisalhos. Por esses detalhes o filme não perde, haja vista a paranormalidade ser o foco pra resolver os crimes.
Em parapsicologia a premonição se refere a uma forma de clarividência, e esta para o futuro. No caso do filme, há muito da previsão do que já ocorreu, ou lembrança do antes estava oculto. A menina acha coisas e sabe o que as pessoas pensão, lê pensamentos. Então o caso é de retrocognição, e não premonição. Mas assim a Tory desvenda os crimes e até a polícia confia nela, indo à procura de seu pai e depois descobrindo que amigo também estava na psicopatia.
O filme é um tanto ingênuo e revela bem as novelas de Nora Roberts. Achei que a própria Nory era a criminosa, e se fosse seria uma grande história. Mas Seu pai agressor já era mais que previsível, e apenas o amigo foi uma surpresa. Seu namorado pediu em casamento e enfrentou a mãe, o que revela uma dimensão de Édipo também na intriga. Fato é que Nora Roberts é uma aula de vender livros, e assim tive de comentar algo relacionado a ela. Sobre o fim, este é meio clichê. O legal fica por conta das cenas em off pra revelar as visões de Tory, bem como o esforço de se ver aceita com a sua paranormalidade, mesmo pelos discursos opostos e tudo. Um bom filme, por se ver em interação com a literatura.




Um comentário:

  1. Caro Mariano Soltys: já era de se esperar que uma autora tão profícua como Nora Roberts tivesse obra interpretada cinematograficamente. O estilo dela facilita que se faça tal adaptação. Quanto ao fato de ser a trama "ingênua" reputo interessante que tenha você se aplicado sobre este material se tinha a informação de antemão. De toda maneira, também a ingenuidade deve ter espaço na vida. Parabéns pelo trabalho. Bons filmes e, depois, bons livros, são os votos de CLÉVERSON ISRAEL MINIKOVSKY

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