domingo, 21 de outubro de 2012

Filme Labirinto do Tempo e o eterno retorno

Filme Labirinto do Tempo e o eterno retorno


“Não espere pelo Julgamento Final. Ele acontece todos os dias” (Albert Camus). Assim começa esse filme, que foi além do esperado, com um roteiro envolvente e fatos inesperados, bem como uma demonstração de criatividade. Três jovens assim estão em uma espécie de reformatório ou prisão para menores, dois rapazes e uma moça adolescente, de modo que os mesmos estavam ali por traficar drogas e se envolver em encrencas. Para tanto, em meio a rotina de frustrações e desavenças familiares, abandono e total ceticismo, acontece algo extraordinário: levam um choque misterioso via corrente elétrica, e os dias começam a se repetir, um dia que não muda. Todos os acontecimentos, ipsis literis, fato a fato, se repetem. A hora de acordar, o bullyng de um colega de instituição, a moça sentada na mesa de refeitório. De longe me anunciou a doutrina de eterno retorno, dos gregos antigos e depois usada por Friedrich Nietzsche.

Os dramas são os seguintes: a moça deseja ver o pai antes que esse faleça, pois sabe que ele irá morrer a cada dia que se repete, que se trata do dia do óbito. Outro rapaz tenta fazer pazes com irmã, e outro tenta com o pai, que está em penitenciária, o odiando. Já Nietzsche fez a reflexão de ele ser um demônio e cada dia se repetir, todas as coisas, e todas sem exceção. Lembra algo também de doutrina de metempsicose, e se não me engano alguns gnósticos tem a doutrina de se reviver dramas nesse mundo. Mas no filme de princípio os três têm boas intenções ao saber o que vai acontecer durante esse dia, como ajudar uma menina que vai se suicidar, e tentar alterar acontecimentos para melhorar. Mas depois assaltam loja de bebidas, agridem um traficante, um deles comete crimes, até ameaçam se matar entre eles, os três viajantes do tempo. Mesmo a moça irá até cair de barragem de hidrelétrica para provar que não morre, que no dia seguinte tudo se repete, pois o dia se trata do mesmo.

O título do filme já leva a ideia de repetidores, então fica já clara a intenção. Também que o julgamento final sempre vem, uma vez que a justiça divina ou cósmica independe de nossa vâ consciência humana em atual estágio evolutivo de noogênese. Mas o final é surpreendente e até desejamos que justiça seja feita, e que esses três jovens não aprontem mais, sabendo que o dia seguinte sempre é o mesmo, sem consequência. Aqui também se vê uma quebra da lei da causalidade e do karma, coisa que também não basta se inventar. Por fim a lei fatal opera, e o mais levado acaba por ter a justiça que merece. Por isso da metempsicose ser doutrina boa, porque há sempre a justiça nas vidas que se repetem. Não está ainda pronto o homem para o Juízo Final, menos ainda para a ressurreição. Mas já pensei, como Camus, que esse ocorre todos os dias, e deixar para último momento pode ser por demais severo.

No mais o filme exercita a memória e percebemos as coisas que podem ser mudadas e se repetem. Também esperamos qual será a proeza que os protagonistas farão no dia seguinte, sabendo que tudo se repete. Não há assim lei, nem morte, nem consequência – tudo se repete. Uma doutrina do caos também se pode ser observada, e isso está muito em moda. Não há ordem, todas as coisas estão ao acaso e tudo é permitido. Sorte o fim do filme não defender a tese até o fim, e assim vemos a justiça do Cósmico operar, mesmo com esse lapso de livre arbítrio que foi dado pela repetição da vida.



domingo, 14 de outubro de 2012

Filmes Aliens e Predadores

Filmes Aliens e Predadores



         Para quem gosta de coleção, basta ver os filmes da série Alien e da série Predador, para que viaje a outros mundos e realidades. Vi os dois da primeira série, o “Alien: o oitavo passageiro” e o “Alien: o resgate”, esse último muito elogiado pela crítica, o mesmo produzido por nada menos que James Cameron, aquele do Exterminador do Futuro, Titanic e Avatar. Já nos Predadores, há uma grande pedida para testar sistemas de som e home theater, uma vez que o sistema de áudio desses filmes é exemplar, tudo em 5.1 e alguns em DTS e se Blue-Ray, em Master Áudio. Mas os filmes são excelentes, misturam ficção e terror, mas sem apelação.
         Vemos uma mitologia própria nos aliens, mas sem lançar mão de informações de Däniken, escritos sumérios e gravuras arqueológicas, que fazem a base das naves e cápsulas dos habitantes do espaço. Sua superioridade em relação aos seres humanos sempre é evidenciada, e mesmo o forte Swarzenegger no primeiro Predador, apanhou muito. Fato é que em “Alien: o oitavo passageiro” há uma nave comercial e recebe uma mensagem sonora de um planeta em Zeta Reticuli, que para qualquer ufologista sempre foi o local de onde alguns Ets disseram ter vindo, e assim ficção se mistura com alguma realidade. O sistema desses bichos do céu é meio de parasitas, eles nascem do ventre das pessoas e têm estes uma grande rival: a mulher Ripley, que como todas as desses filmes, ou quase, tem comportamento masculinizado, levando uns a crer em lesbianismo. Mas apenas revela em parte a Nova Era, que já era prevista nesses filmes na emancipação feminina, só isso.
         Também os aliens têm sangue de ácido, o que dificulta sua morte, haja vista as naves serem feitas de metal. E os predadores, seus inimigos, tem visão de infra vermelho e usam armaduras que trazem invisibilidade, tirando a chance assim dos sensíveis e indefesos seres humanos de os vencer. Claro que todas essas histórias revelam a sintonia com mitologias e religiões, uma vez que Deus ou Deuses são por óbvio mais fortes e poderosos que seres humanos. Mas em Alien 3 a Ripley já namora no começo e tira a dúvida sobre sua natureza sexual, e já no segundo ela tinha filha etc, o que revelava não haver dúvida. Apesar de que no 3 ela está de cabelo raspado.
         Já nos predadores, que são muitos, incluindo as versões de “Alien versus Predador”, há uma qualidade de efeitos especiais muito boa, e pirâmides e outras coisas que fazem sintonia clara com civilizações como a Maia e a Egípcia antigas, e sua superioridade em relações a nações outras. Isso sem falar no filme Predadores, onde estão as pessoas em outro planeta, numa selva, o que os coloca como predadores do mundo e da natureza, outra ótica. Revela sempre a inteligência o o instinto necessários para vencer esses inimigos demoníacos, e mais uma vez nos vemos em algo medievo.
         Muito interessantes os robôs e os efeitos especiais e sonoros desses e dos predadores, que fazem funcionar sistemas de home theater e cinemas. Também as naves e os seres são bem produzidos e sem efeitos de computador no geral, o que traz mais realidade ao filme, melhor que muitos que desejam o mesmo fim. Vemos ainda em filmes semelhantes, como o que comentei, Pandorum, e mesmo no Prometheus, versões com a mesma tônica. Fato é que não estamos sós e que os antigos não eram idiotas a ponto de inventar seres do céu e monstros, mas apenas relatavam fatos, do seu modo de ver. Apenas vemos aí uma cosmovisão tão verossímel quanto a dos teólogos, religiões e mitologias, apesar da atualização e modernização. Mas são bons filmes, e os melhores no que tange a ficção científica.