sábado, 4 de agosto de 2012

Filme As Mil palavras

Filme “As Mil Palavras” e a voz do silêncio



         Essa película em que está estrelando Eddie Murphy é uma bela comédia onde um agente literário (procuro um que me apoie um dia...) se vê como um homem rico e de sucesso, com bela esposa e uma filhinha recém nascida, procurando entender o mundo sem qualquer transcendência ou espiritualidade, sendo ainda um homem que não controla a língua, por demasiado loquaz. Assim encontra ele um místico e decide conquistá-lo para ganhar dinheiro, pedindo que esse escreva um livro. Ocorre que ele lhe escreve um de apenas 5 páginas e ainda revela uma árvore que iria mudar a sua vida, com potencial mágico.
         Essa árvore que encontra o grande agente literário o revela um segredo: para cada palavra que ele fala ela perde uma folha, de modo que ao fim morreria e levaria o Murphy junto com ela. Desesperado ele tenta procurar linguagem não verbal e se manter quieto, e assim perde a esposa e o emprego, e praticamente tudo, chegando ao desespero. A árvore fica clara como uma árvore da vida, onde está Deus, não sendo Este, mas revelando a possibilidade dessa dimensão no homem, sem a qual não possui alimento espiritual. A comédia assim ganha grande conteúdo ao nos levar a um cinema mudo, já tentado por Mr Bean em seus seriados e filmes, o que coloca a qualidade uma forma de citação de Chaplin.
         Não gosto muito de comédias, mas os filmes de Murphy sempre tiveram um diferencial, e via eu em seus policiais dos anos 80 os melhores, por misturar essas culturas, trazer muito de saberes orientais e fazer uma ponto com a malandragem da periferia norteamericana. Naqueles havia sempre uma certa inocência, algo com o qual me identifiquei. Aqui no As Mil Palavras parece que se voltou a isso, e assim saímos daqueles clichês de comédia, que muito fazem com base em preconceitos e descriminações, o que não me agrada.
         O filme em suas últimas cenas tem boa fotografia, os roteiros estão bem bolados e o elenco leva bem a comédia, o místico convence e as comparações com riqueza e sucesso e seu lado efêmero ficam claros, pois o homem tem de buscar a Deus quando o seu dinheiro não mais serve, e quando perde as pessoas que ama. O centro da história era fazer as pazes com seu pai, o que teve de fazer em âmbito espiritual, e que garantiu paz interior, e o silêncio de sua voz interior falou mais alto, demonstrando o poder das sábias palavras, que não se encontram em loquacidade. Helena Petrovna Blavatsky, fundadora da Sociedade Teosófica tem uma obra chamada “A voz do silêncio”, e lá vemos bem essa lógica espiritual superando a material, e na meditação, como na oração, vemos que o silêncio toma poder, e revela que Deus precisa de um vaso vazio para ser preenchido, e o homem moderno com suas mil ocupações não dá espaço para a metafísica adentrar em seu coração.
 As Mil palavras, por fim, quase levaram o homem para a ruína, mas para sua graça e superação da desgraça, superou os problemas. Tudo com muito humor. Um filme bom para elevar o astral.

12 comentários:

  1. Faço minhas as palavras de Leonel Brizola "eu não preciso mais do que um microfone para derrotar meus inimigos". Eu sou o homem da palavra, ganho a vida e o respeito através dela, tudo o que tenho na vida se deve a ela. Diante de Deus às vezes emudeço, porque, como diz o salmo, "antes que ela (a palavra) me chegue à língua Tu já a conheces". CLÉVERSON ISRAEL MINIKOVSKY

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  2. NESSE FILME FALTARAM AS PALAVRAS DE AMOR..DE PERDAO E PARA A ESPIRITUALIDADE. O PROTAGOSNISTA ERA CALCULISTA E PERCEBEU QUE PERDENDO ESPOSA..EMPREGO E SE AFASTANDO DE SUA FILHA NENEM.. ESTAVA SEM SENTIDO.. E TAMBEM TINHA DE FALAR PRA MAE EM AZILO..ENTAO FALRTAMA ESSAS PALAVRAS E O SILENCIO O ENSONOU A FALAR O CERTO..E NAO JOGAR PALAVRA FORA..QUANTA GENTE FALA SO PALAVRAO? O NOSSO CASO SE TRATA DE PALAVRAS DE SABEDORIA E NESSE CASO E DIFERENTE..

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  3. oi beh..brigado por ver meus blogs..e o filme e engracado..veja..bj

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  4. Assisti esse filme ontem sem muitas pretensões. Estava até achando o filme bem chato até sua metade ... mas de repente comecei a absorver a profundidade de suas verdades quando percebi que aquela árvore na verdade era o próprio personagem vivido pelo Murphy. Apenas no final do filme ele começou a cuidar da árvore, regando-a, algo que não havia feito até então, da mesma forma q não cuidava de si mesmo. A arvore então era o símbolo de si mesmo e de seu descuido consigo. Há também presentes no filme momentos de inspiração psicanalítica com a mãe do personagem principal o confudindo com seu pai, e ele próprio, criança, confunde-se com seu pai. Pai e filho se tornam um e o perdão ao seu pai se torna o perdão a si mesmo, gerador de vida e de paz espiritual.

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  5. muito bom esse resumo , me ajudou bastante no mel trabalho da escola obrigado!!!!

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  6. Oi boa tarde. Se quiser pode dar dicas de filmes para que eu escreva. Muito bom minhas críticas servirem para trabalhos de escola.

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  7. vlw serviu pra min tambem

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  8. gostei mas e um filho que ele tem

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  9. gente qual é o clímax desse filme ?

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  10. Corrigindo... O protagonista não tem uma filha pequena, mas sim um menino pequeno...

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