sábado, 28 de julho de 2012

Filme O preço do amanhã

FILME “O PREÇO DO AMANHÔ E O DARWINISMO



            Esse filme é uma ficção científica de boa originalidade. Com o cantor Justin Timberlake essa película surpreende por ser mais parecida com antigos filmes de ficção. Até os veículos são antigos, apesar dos seus roncos futuristas. O personagem e protagonista Will  é um cara pobre que precisa trabalhar para sobreviver, literalmente, pois nesse mundo em que vive há um relógio no punho de cada um, e muitos não tem mais que um dia de vida. Um milionário do tempo, com mais de um século de vida ficou desanimado e deu seu tempo a Will, de modo que se suicidou por não ver mais motivo na vida. 
         Os ricos praticamente possuem a eternidade nesse filme, e os pobres estão na iminência de sua morte. Cada ato é pago com tempo e muitas vezes não resta, sendo a morte fatal o fim, como ocorreu com a bela mãe de Will (mais jovem que ele na aparência). Então há pessoas com 60 anos, 80, e aparência de 30, 25, coisas que seriam o sonho das pessoas que temem o envelhecimento. Will assim passa as diversas fronteiras do tempo (lembra as faixas do livro Divina Comédia..) e chegando naquela área dos ricos e eternos, encontra a filha de um banqueiro, com quem tem um romance, um amor proibido. Ela encontra seu amor bandido, porque Will é procurado por roubar tempo. A polícia diz claramente não buscar a justiça, mas sim ser guardiã do tempo.
         Fato é que ao jogar poker com o pai da bela moça, se vê o protagonista ainda mais rico e eterno, sendo que ele se banha com ela no mar, momento romântico de nudez e entrega. A filha do banqueiro se aventura assim e se arrepende, por ter se entregue ao desejo. Will é detido mas consegue fugir, e leva de refém a filha do milionário. Ambos são assaltados e têm pouco tempo de vida. Isso lembra o acasalamento de animais referidos por Darwin, onde a competição e a vitória dos mais aptos garante a sua reprodução. No âmbito humano vemos essa seleção natural por outros meios que não pela força, mas as barreiras sociais não são empecilho. Will em atitude heroica, barganha tempo para o povo e deixa louco o banqueiro do tempo, e nessa atitude Robin Wood ele se transforma no bom bandido.
         Vemos que o filme impressiona pela originalidade e pela criatividade. Vivemos tantos clichês no cinema que fica difícil achar um filme diferente. Aqui há esse drama de ser escravo do tempo, e tempo é literalmente dinheiro. O capitalismo é darwiniano como o próprio antagonista confirma em sua fala. Há boa fotografia, o roteiro está bom e o filme tem um ar de dualidade, quando por um tempo está na riqueza e beleza, e noutro na escravidão e feiura dos pobres. Tal relógio no punho me lembrou a marca da Besta e algo diabólico. Fato é que o herói superou a morte e numa dinâmica cristã ofereceu aos outros o que não tinha, em caridade. As pessoas vivendo muito se tornam mais fúteis e colecionadoras de quimeras e superficialidades. O filme é claro ao demonstrar as festas da alta sociedade. Will sabe que tudo isso se sustem a custa da morte de muitos e assim busca a justiça, que é seu maior crime. Venceu os donos do poder e possibilitou a vida a todos, além dos ricos. O filme é uma boa opção para quem já se encheu daqueles que já se sabe o que irá acontecer. Aqui cada segundo é perigoso, e a morte está a espreita. Uma boa opção para boas reflexões, pois o dinheiro faz o mesmo em nossa sociedade.

domingo, 15 de julho de 2012

Filme Gattaca

Filme Gattaca e o determinismo genético
         Num futuro não muito distante existe uma civilização baseada no mapa genético, no DNA e na manipulação do que são pessoas quase perfeitas. As pessoas são assim julgadas por constantes exames e pela probabilidade de terem doenças e imperfeições, o que estaria escrito em seus gens. Nesse ambiente os nascimentos são programados, e as existências fadadas a um sucesso determinado, sem contudo o efeito ser sempre o desejado. Nesse ambiente vive Vincent, que nasceu imperfeito, com miopia e expectativa de vida ede 30 anos, segundo seu mapa genético. Decepcionados, seus pais encomendam um outro filho, já assegurado pela tecnologia, o que em brincadeiras de natação sempre vencia o irmão, haja vista ser escolhido como mais forte, mais inteligente etc etc, pelo seu DNA, quando seus pais o manipularam na escolhas em geneticista.
         Mas Vincent se supera e mesmo estando condenado como inválido, já desde o nascimento, recorre a espécie de mercado negro para se passar de sósia de um homem que era perfeito, Geromi, um nadador olímpico campeão que sofreu acidente e estava em cadeira de roda, ou melhor, tentou de suicidar. Assim Vincent entra para uma espécie de NASA que era seu sonho, passando-se por esse seu amigo, ainda tendo de se raspar e cortar pelos, haja vista constantes exames em todos os lugares que passa, usando de várias fraudes com urina de seu amigo e sangue, bem como lentes de contato. Sua amiga de trabalho, Irene desconfia do colega, e assim leva um pelo seu para exame e descobre ser esse Geromi, homem perfeito pela DNA, mas que na verdade é Vincent, o homem criado apenas por Deus, não pelo cientista humano. Mas nesse determinismo todo o Vincent estava condenado a ser faxineiro e inválido, a ser preso desde o nascimento, na detenção do preconceito humano.
         O filme é um dos mais inteligente que já vi. Discorre sobre o darwinismo e sobre uma série de filosofias, sem dizer, mas que transparece a quem vê o mesmo. Também está carregado de um psicologismo e mesmo de uma lição de superação, mostrando que o humano é perfeito, apesar das aparentes imperfeições. O ponto fulcral parece quando o protagonista sai e namora com Irene, que também, é imperfeita em seu DNA (mas muito bonita e loura...), de modo que este passa por apuros ao sair com ela, e entrega o jogo, sem contudo isso mexer no amor que esta sente por ele. Aqui vemos o Super Homem de Nietzsche, bem como um complexo de poder de Adler, e mesmo a trajetória de um Édipo de Freud. Por fim a libido prova que ele já é perfeito, e os exames não podem avaliar isso, mas a prática e a prova são os verdadeiros exames. Até o médico que fazia diariamente exames em Geromi ou Vincent, acabou por descobrir a fraude e tolerar, pois este tinha um filho programado e não agradou.
         O filme demonstra um mundo bem perfeccionista e intolerante, não muito diferente de uma eugenia buscada nos anos 40. Não vejo com bons olhos essa busca, porque eu mesmo nasci já desacreditado, porque a enfermeira passou mal por semanas ao ver meu parto, e mesmo alguns diziam que eu não teria chance de sobreviver. Aqui estou, vivo e forte, ou um gênio indispensável, esse grande homem que sou, pelo menos no caráter que conheço e comprovo. Uso óculos e tenho astigmatismo, então já seria alguém rejeitado, sabe lá mais que problemas posso ter em meu DNA. Vi em documentário que uma cidade européia já está mapeada, e que as pessoas falam que têm uma 70% de ter tal coisa, outra 30% de ter tal doença e assim por diante. Isso já é realidade, não mais ficção científica. Esse mundo de Gattaca ou me condenaria, ou me diria que estou destinado a ser um filósofo, e aí sim deveria cultuar o ser que está além de mim, que é Deus e veio em Jesus Cristo, antes de mim, que sou humilde servo e iniciado. Tive minhas dificuldades de saúde, com corpo raquítico na adolescência e fobias, bem como limitações emocionais pela timidez, mas nem por isso poderia ser tido por inválido, pelo meu DNA. Por fim tanto o Vincent imperfeito quanto o perfeito Geromi na cadeira de rodas vão para o espaço (ou para o céu, paraíso etc), e vemos que a salvação está destinada a todos que a busquem, estejam estes vestidos no corpo de rei ou de mendigo.  

domingo, 8 de julho de 2012

Halloween e máscaras


HALLOWEEN E MÁSCARAS








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            Esse talvez seja um dos melhores filmes de terror, um dos mais criativos pelo menos. O menino Michael Myers é filho de uma garota de programa e sofre em casa com o padrasto, e com a irmã adolescente que traz namorado para fazer sexo em casa. Ele já desde pequeno mata e tortura animais, o que é sinal psicológico de algo não equilibrado. Cheio de um amigo que faz bullying usando a sua mãe como motivo de chacota, esse se torna a primeira vítima humana, de uma série de assassinatos que se seguem, em especial de quase toda a família, menos a mãe e a irmãzinha. O protagonista personifica o mal ou o demônio, e assim temos a dinâmica de vários títulos do dia das bruxas.












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         Após matar familiares e desafetos, o menino de 10 anos é internado e julgado, condenado a ficar em um reservatório, espécie de manicômio judicial. Vejo que muitos casos de presos são na verdade casos de internação, na vida real. E isso não significa falta de punição, pois a medida de segurança em Direito Penal é punição também. Em um dos vários filmes eles vão transferir ele quando adulto e se diz que lá se depositam os pesadelos da sociedade. E o seu psiquiatra, o Loomis acaba sempre dizendo que Michael não é humano, que é a personificação do mal. E parece, o cara leva tiro, facada, quedas e tudo mais e não sofre nada. Pudera, um cara que parece um armário e cheio de sede para matar.








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         A linguagem psicológica do filme é muito a dimensão do Eros e do Anteros, da vontade de viver e de morte, haja vista que sempre ele mata as vítimas quando estão namorando ou até em ato sexual. E nesse último, “Halloween - O Início”, aparecem agora nuas as moças, haja vista classificação de 18 anos. Vejo que a vingança do protagonista parece bem algo sexista, e parece se vingar da situação da mãe ser profissional do sexo, mãe esta que se suicida ao descobrir que o filho é um monstro. Também as máscaras são uma mania do personagem principal. E a música virou um hit de suspense, marca registrada desde o primeiro. Interessante que ainda menino ele fala pra mãe que quer ficar sempre de máscara, pois se acha feio. Vejo que eu também já tive essa ideia, uma vez que talvez chamasse mais atenção, do que com o rosto a mostra.















         No todo o ator que fazia o filme falava com as crianças que participavam e dizia ser ele, ser de mentirinha e tudo mais. E outra ideia é a do “bicho papão”, que desde sempre foi uma história contada para crianças dormirem, ou não dormirem. No Halloween 4 até a menina tem o seu tio chamado de “bicho papão”. Vejo que o final desse foi bem surpreendente, e esse vilão parece morrer mas nunca morre. Assim como aquele do Sexta-feira 13, parece que o Maligno ressuscita, na imitação do Salvador, um anticristo. Parece que a busca de destruição é com a banalização da sexualidade, e isso fica claro em todos os títulos, pois as mortes ocorrem na maioria entre adolescentes namorando. Por fim o “dia das bruxas” faz jus ao nome, apesar de ser mais um monstro quase frankenstein o seu foco principal, e um filme de terror que fez escola no cinema, com muita bilheteria nos anos 80.  








imagens de


https://blogdamands.wordpress.com/2015/10/22/especial-halloween-5-filmes-para-assistir-no-dia-31/


http://fatosapavorantes.blogspot.com.br/2014/04/annabelle-halloween-o-personagem.html


http://medob.blogspot.com.br/2012/12/curiosidades-do-filme-halloween-noite.html