sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Lições de filosofia esotérica do filme A Cabana


Lições de filosofia esotérica do filme A Cabana


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Filme inesperado



Vi esses dias o filme “A Cabana” e imaginei um filme religioso, ao estilo de outros que já vi sobre o tema, mas me deparei com algo diferente e diverso do imaginado. O primeiro motivo foi justamente a diversidade da representação do divino, se colocando uma senhora negra como Deus, e ainda uma oriental representando o Espírito Santo e um árabe sendo Jesus. Esse filme foi criticado por representantes religiosos, e há quem viu nele heresia ou mesmo apenas o julgando de uma produção de espiritismo, quando parece que o livro tinha mais um público gospel mesmo. Para mim, ao ver o filme, notei mais lições psicológicas de constelação familiar, de crises vividas pelo protagonista por ter perdido pequena filha, e mesmo uma EQM (experiência quase-morte) ao bater contra carreta, que de um tema exclusivamente religioso. Mas o filme vai além e parece mostrar além de Deus em três pessoas que mudam de aparência, mas mostrar aspectos de filosofia esotérica, como de Teosofia. Já fui julgado de teósofo na leitura de meus livros, e quem os lê pode mesmo notar alguma inclinação de temas, apesar de eu achar que a teosofia oriental moderna ser diferente de uma teosofia cristã mais antiga. Mas falarei do filme em aspectos de filosofia esotérica e mística.


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Detalhes místicos





O filme ganha detalhes místicos desde que o protagonista recebe uma carta sem remetente, e onde não há pegadas de quem entregou, de modo que amigo o sugere que a carta veio de Deus. Fiquei a pensar: como isso não poderia representar um contato do Cósmico, ou da Consciência Cósmica com o subconsciente do protagonista, o que foi simbolizado por uma carta de Deus. Depois o mesmo pede um carro emprestado para ir até a cabana, e aí começa o mistério, quando ele chega a cabana e encontra ninguém menos que Jesus, numa aparência de árabe, carregando lenha para uma fogueira, e aponta uma arma contra homem de aparência mendicante, sendo que este nada faz, o que de início me fez pensar em anjo. Um anjo ou mestre espiritual não se preocuparia com uma arma, ainda mais se essa vem em outro plano dimensional, onde o espírito não morre com armas de fogo. Muitos místicos e profetas tiveram contato com Deus justamente por um anjo, e há quem tenha até lutado com o anjo, como Jacó, que muitos dizem ter lutado com Deus.
 
 
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Outro detalhe místico é que o protagonista entende estar morto, quando fala com Deus, ou com a senhora que O representa, de modo que pensar em EQM após acidente com caminhão não seria estranho. Depois o mesmo tem raiva do assassino da filha, e entra em uma espécie de umbral, lugar de lama ou escuro, o que lembra narrativas espíritas como a presente em Nosso Lar, ou lembra o que certos místicos chamam de umbral, mundo de desejo inferior ou mesmo inferno. Essa vibração, e no astral e planos tudo é vibração, aparece novamente no barco, quando Jesus convida o homem a andar sobre as águas. Escolas místicas falam que Jesus usa outra forma de corpo para andar nas águas, o Corpo Vital. Parece que o filme retrata mesmo muitos conflitos emocionais e familiares, e esse foi o motivo de recuperação do protagonista. Mais um ponto místico foi ele ver a filha, em nível espiritual, ainda viva, e o pai, este último num grupo que era classificado como todas as almas do mundo, que para mim não é outro que o corpo de Cristo ou de Adam HaRishom da cabala, ou as centelhas de almas que formam uma só Alma.
 
 
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Mas o grande ponto foi a escolha que foi dada por Deus para que ele pudesse ficar com a filha no plano elevado, um Primeiro Céu dos místicos, ou escolher voltar para a Terra e família: essa escolha é a do adepto, que se fosse o caso não precisaria mais reencarnar. Escolhe voltar para a família e se torna por fim um homem iluminado. O filme assim mostra uma filosofia esotérica, que veladamente não foi tão notada, confundida com apenas espiritismo, mas que parece ter uma base maior. No fim ele acorda em hospital, o que parece revelar a experiência de uma quase-morte, apesar de ele ter dito viver o inefável.



Imagens de :

http://palavrasproliferas.blogspot.com.br/2017/05/opiniao-sobre-o-filme-cabana.html

https://almde50tons.wordpress.com/2016/11/24/imagens-da-adaptacao-de-a-cabana/

https://voandoosozinha.blogspot.com.br/2017/05/eu-assisti-cabana.html

domingo, 22 de janeiro de 2017

ASSASSINO A PREÇO FIXO: O ANTIGO E O ATUAL


ASSASSINO A PREÇO FIXO: O ANTIGO E O ATUAL






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Começarei a fazer um comparativo e filmes antigos que tiveram suas versões atualizadas, mudando atores e algo do roteiro. Hoje temos aqui o Assassino a preço fixa (em inglês Mechanic, Mecânico), que em Charles Bronson fazia tremer pela inteligência e astúcia do personagem, bem como de seu lado refinado em residência. Já o atual, com o ator de Carga Explosiva, Jason Stathan, somou alguma luta corporal e característica do ator e do cinema atual, que além de tiros não deixa de acrescentar os socos e chutes com uso ainda de objetos, em golpes estilo Jackie Chun. O roteiro ficou um tanto parecido com o filme antigo, apesar de no final explicarem as coisas, o que no antigo era subentendido. De qualquer forma são dois filmes que mostram a rotina de um matador de aluguel.







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Tanto no antigo quanto no novo, o filme se baseia na história de um matador de aluguel que precisa assassinar um grande amigo, e depois o filho desse amigo rico, o busca para aprender o ofício de Mechanic, ou matador de aluguel, e assim descobre no meio das tantas que seu mestre é o assassino do pai, e por fim deseja a vingança. O final é surpreendente e sai um pouco dos clichês de filmes que geralmente se apresentam. No antigo o jovem demonstra frieza ao ver sua irmã tentar suicídio cortando os pulsos, e já no novo ele briga com homem de rua e luta com outro sujeito bem mais forte que ele, igualmente mecânico. Já no antigo o rapaz andava em festas e demonstrava conhecimento em áreas diversas, como na habilidade em pilotar motos. Cena de perseguição de motos é impagável no filme antigo, bem como a do trator empurrando carro em precipício, ou das bombas jogadas na estrada.




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Já no novo há umas cenas estranhas, como quando saltam de prédio segurados por cabo de aço, o que mostra ser mais um facão e zoação do filme. O antigo tinha uma seriedade e ar sombrio da época, coisa que o atual não conseguiu reproduzir, e nem se igualar. Também Bronson dá medo só de ver, com seu ar de espião russo, e cara enrugada, o que o ator atual não demonstra possuir. Quanto a mansão ou refúgio onde o assassino estuda e planeja a morte paga por seus clientes, a atual vale pelo toca-disco hi-end (caríssimo...) e sistema valvulado (igualmente), demonstrando o bom gosto do novo personagem.




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Marca que fica no antigo e que no atual não se repediu, é o estudo e parte intelectual do “profissional”. Com Bronson os estudos tinham uma ficha e diversos detalhes das pessoas, procurando as assassinar para que tudo fosse “limpo”, ou parecesse um acidente. Na primeira vítima do novo, um cadeirante, se simulou um assalto de carro, e todos acreditaram na história. Já no antigo os tiros de sniper e luneta eram um meio de se retirar qualquer proximidade ou desconfiança com relação ao trabalho.





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Por fim, a vida pessoal do Mecânico é sempre muito fria e distante, sem amigos ou namoradas. Isso foi repetido quando ele contrata uma garota de programa em balada, que finge ser sua amante. No antigo a moça até lia uma carta de amor, tentando simular também esse afeto com o profissional. Mas o novo aprendiz demonstra ter habilidades com armas e luta corporal, o que o antigo não possuía. Uma analogia muito inteligente do novo é que o ator ou mestre tem um carro que faz manutenção, e assim é também mecânico no sentido usual. Em tudo isso demonstra uma imperturbabilidade digna de um assassino de seita, e uma noção de corporação muito forte, em que a ordem de matar melhor amigo não é questionada. Por fim o empregado vira contra o empregador e as regras são suspensas, interrompendo o maquiavelismo e a ética amoral. Por fim, o filme novo também tem boa perseguição de carro e o final idêntico ao antigo, o que pode trazer admiradores de Bronson para novos títulos que imitem o mesmo.

domingo, 1 de janeiro de 2017

Filme Inferno e a Divina Comédia de Dante, bem como a filosofia medieval


Filme Inferno e a Divina Comédia de Dante, bem como a filosofia medieval




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Após os sucessos de Código da Vinci, bem como Anjos e Demônios, eis que agora surge a adaptação de mais uma obra de Dan Brown para o cinema: Inferno. Dirigido por Ron Howard, e mais uma vez estrelando Tom Hanks. Semelhante a todo o filme que restringe a informação do livro, bem como amplia com o aspecto visual, pelas belas cidades, igrejas e obras de arte mostradas, resta que se trata de uma história de bomba, daqueles que você espera que exploda ou acabe alguma hora. Mas vale pelas citações de Divina Comédia, bem como da referência do personagem com sua amiga, Robert Langdon como Virgílio procurando a sua Beatriz.
 
 
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De forma diferente a obras anteriores, agora não se trata de uma conspiração ou de religiosos fanáticos os antagonistas, mas sim de um cientista maluco. Ele achou que um vírus, a semelhança de uma peste negra, matando 95% da população mundial faria o planeta melhor. Junto a ele veio ainda a bela namorada, que engana Langdon, seu gênio simbologista, para chegar ao vírus e assim usar da ciência, que alguns dizem imparcial, para destruir o mundo. Langdon sonha com o Inferno de Dante e vê pessoas nos seus tormentos, o ladrão atacado por cobra, o adivinho com a cabeça virada para trás e assim por diante. Filmes que retratam o inferno que podem ser também citados são o “Amor além da vida”, de Rob Williams e um nacional, de Zé do Caixão, o “Delírios de um anormal”. Mas a charada fica meio no ar, quando o protagonista tem de decifrar uma imagem retratando o inferno e não decifra nada, apenas vai procurando lugares em construções antigas.

 
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O que faltou na obra foi alguma referência a sociedades secretas, o que coloria as obras anteriores. Não que não haja na Divina Comédia algo, ou que mesmo Dante não tivesse sido membro de uma ordem secreta. Ele foi, e pelo que lembro, da mesma de Hyeronimus Bosh. Ademais, as cenas de inferno interessantes eram desse artista, e também poderia ser lembrado na obra ou filme. Mas no canto XXV da obra de Dante se pode ver alguma referência maçônica. Também o livro de Dante guarda segredos iniciáticos e esotéricos. Voltando ao filme, esse trata mais uma vez de impasse entre a ciência e a fé, entre a razão humana e a Revelação Divina. Esse seria o encontro de Beatriz, ou reencontro, que foi aludido no filme como o reencontro do professor, já sem memória, com sua amiga acadêmica. Um estudo de arte poderia ser feito com o filme, e nesse sentido usado também para alguns eventos históricos pouco comentados. Sobre o inferno se poderia ver a teologia de Karl Barth, que falsa numa predestinação de Deus para as pessoas no inferno. E de filosofia medieval, poderia se ver algo de Tomás de Aquino e de Agostinho, dentre outros pensadores, sobre o tema do inferno.

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Por fim o filme tem sua bomba com o vírus, e assim segue o mesmo foco de Anjos e Demônios, onde se tem desarmar a bomba e salvar o planeta. Vale pela atuação da bela Felicity Jones (do novo Star Wars), que mostrou uma reviravolta, ao se mostrar em vez de auxiliando o protagonista, uma nova antagonista. A iluminação da cenas foi boa, as locações, bem como efeitos especiais na ação bem moderados. Mesmo com o protagonista descobrindo que seu destino era armado e guiado por drogas que lhe injetaram, o que agrega alguma ficção e conspiração na história. Pelo menos o personagem ensina algo e é um intelectual. Vivemos em um tempo em que os idiotas têm vez, e os eruditos ficam ocultados. Bom sempre lembrar que a liderança é para os líderes, e que a solução de impasses fica para quem é especialista. O filme tem um bom roteiro, por citar algo de Dante, mas deveria falar mais da vida de Dante. De qualquer modo há pelo menos um enfoque cultural e passeio a ver obras de arte, em belas cidades e locais turísticos, em especial Veneza e o local de Stanbul. Também a banda sinfônica deveria tocar algo nas cenas finais. Do mais, algumas diferenças do filme para o livro.









sábado, 5 de março de 2016

Do Cinema


Do cinema


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Sempre que vejo uma parte da premiação chamada Oscar, imagino aquele cinema verdadeiramente artístico, sétima arte, que com zelo batalha muitas vezes sem nenhum lucro, e que resulta em um cinema cult, que não tem acesso a tal festividade. Em muito esses prêmios se assemelham a alguns de Miss, e outros que são bem restritos e que apesar de se dizerem nacionais, ou estaduais, nada mais são do que de algum pequeno grupo de privilegiados. Mas há filme nacional bom? Claro que há. Existem adaptações da literatura, existe ficção, existe um pouco de tudo, animações. Aqueles divulgados pelo SESC são uma boa opção, bem como em Salas de Cinema ou Cineclube, e todo um trabalho semelhante. Aqui em São Bento temos um no “CEU das Artes”, que é uma manifestação legitimamente cultural, digna de ressalva, e um espaço destinado a comunidade são-bentense, e que ainda não é conhecido. Um local cheio de possibilidades, localizado na Serra Alta, ao lado do terminal rodoviário. Assim o cinema de qualidade espera, deixando um pouco de lado as produções comerciais e que defendem um interesse mais de massa, e menos de um progresso de consciência, como o cinema cult oferece. Pois muitas vezes se reclama por não ter cinema em São Bento, mas existe sim essa possibilidade,e uma opção de qualidade, e gratuita.



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Da filosofia dos filmes e educação

 
 


Faz algum tempo escrevi um livro chamado “Filmes e Filosofia”, onde tratei de questões filosóficas em filmes. E os filmes levam a muita reflexão. Por manter um blog sobre o mesmo tema (www.filmesefilosofia.blogspot.com.br), percebi que filmes como Cubo despertam grande curiosidade, e outros como o de Pink Floyd, “The Wall” são citados em disciplinas de didática de universidades, mostrando um questionamento sobre o que vem a ser a escola, se ela não passa de mais uma linha de produção, uma fábrica de pensamento, e uma dominação da autoridade. Também o filme “Sociedade dos poetas mortos” revela grande complexidade, e que faz repensar o que é uma sala de aula e sobre os objetivos da escola. Essa escola que era antes mais parecida com uma prisão, como lembrou Michel Foucault, e que agora é democrática, libertadora, continuada e crítica. Vemos assim que filmes sempre revelam algo bom, se observados com um olhar mais reflexivo, e que a filosofia colabora com isso. Não uma filosofia do passado, mas uma de nosso dia-a-dia, de hoje mesmo, que faz parte de nossas vidas. Sem filosofia não existiriam direitos, nem sociedade, nem a organização que temos, nem ciência, nem nada. E os filmes compartilham dessas cenas que passam na produção de nossas vidas.



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Filmes Bíblicos



Recentemente voltou a ter destaque a questão dos filmes bíblicos. Vi assim um sobre a Maria Madalena (com Maria Gracia Cucinotta), que achei muito interessante. A produção enfatizava a condição dessa mulher que sofreu e que por fim conheceu Jesus e se transformou. O drama trata de uma mulher que sofre com o divórcio, perdendo propriedades da família, que se envolve com general romano, que sofre traição, trai, vive uma série de confusões, que é violentada e ao mesmo tempo conhece o poder do mundo. Essa grande mulher bíblica, que presenciou a ressurreição de Jesus, é retratada como alguém que se envolve com o poder e presencia tristemente a morte de João Batista. Outros filmes como Noé e Êxodo ganharam destaque, e recentemente vemos Os 10 Mandamentos. Fato é que refletem nossa cultura e que esses filmes se revelam de grande relevância, quando vistos em comparação a leitura da Bíblia. O cinema assim se revela de grande importância artística, um bem cultural que traz alguma contribuição a vidas das pessoas. Os bíblicos mechem com as crenças, e assim despertam a alma e coração de quem assiste.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

CUBO 2 e a física quântica


 
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De modo diferente a CUBO 1, em sua segunda versão, o cubo é revestido de certa virtualidade, é uma espécie de gato de Schrödinger. Novamente com diversos profissionais em seu interior, todos “inocentes”, mas que escondem sempre a colaboração na máquina da morte e no “grande irmão”, resta assim que se usam também armadinhas quânticas, que interagem com a mente ou consciência dos aprisionados. Cubo 2 é uma versão mais inteligente da franquia, e soma efeitos especiais elaborados com a história canadense. Temas vários assim surgem numa história que guarda muitas surpresas.
 
 
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Em Cubo 2 o foco não é tanto ético ou político, como seus assemelhados, mas sim a evolução da física e o paradigma quântico. Ali se verá que tudo é consciência, e que a mente faz a realidade. Assim também há o colapso de onda, o vácuo quântico, as diversas dimensões do espaço, ou pelo menos a quarta, que seria representada no hipercubo, ou na téssera. Aqui entra um pouco de matemática também. A primeira grande descoberta é de que estão num cubo especial, que revela essa dimensão extra, que não é interpretada apenas como o tempo. Assim o observador determina a realidade. Fica por fim o pesadelo dos físicos: o problema da medida.
 
 
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Mas existe uma novidade nesse filme: uma moça cega acompanha os aprisionados. Por fim ela revela uma surpresa que colocará todos em estado de espanto. Mas os integrantes parecem ser mais espertos que em outras versões, e há muita modificação do cubo, parecendo ser uma sala só, às vezes mudando aspectos temporais, repetindo, viajando no tempo, reduzindo velocidade das coisas e assim por diante. Aqueles que acham saídas, como o detetive, acabam por se tornar carrascos e ele parece ser a figura do psicopata da turma.

Mas o que é matéria? São flutuações do vácuo quântico. Assim as ondas determinam muitas coisas, em especial as mentais. O homem ganha responsabilidade por suas escolhas. Deve-se deste modo aceitar a realidade e compreendê-la. Na maioria dos casos as pessoas fogem da realidade. Mesmo com as religiões. Mas desse modo vem Jesus e fala que o Reino dos céus está mais perto do que imaginam. No filme se leva a refletir até onde somos responsáveis, e onde podemos encontrar a saída das portas ou do Cubo, que reserva suas armadilhas do “destino”. Revela assim o filme a dignidade, no sentido de um antropocentrismo, ficando o homem responsável por sua liberdade. E a igualdade fica no caso da deficiente visual, tando em sua qualidades, como na grande descoberta em relação a sua participação na construção do Cubo. De vítima ela se torna vilã.
 
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Muitos espectadores gostaram do primeiro Cubo e criticaram os outros, mas ninguém negou do potencial epistemológico ou de conhecimentos dessa produção canadense. Longe de imitar outros filmes, esse buscou uma criatividade e fazer pensar. Apenas usou de certa violência nas armadilhas, mas aqui as coisas ficaram mais sugeridas. Fato é que a física presente nesse Cubo revela os desenvolvimentos de nossa ciência e se esta tem ou não ética. Pode-se projetar para uma bioética, uma vez que são pessoas as cobaias nesse instrumento. O filme também pode ser transposto para campo filosófico, para um idealismo e subjetivismo. O final não é feliz, e isso também soma a qualidade do filme. Uma produção para refletir sobre os mecanismos de poder e sobre o destino da humanidade.
 
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sábado, 6 de fevereiro de 2016

VELOZES E FURIOSOS 4 em reflexões filosóficas


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Carrões e belas mulheres: o que mais um homem pode desejar? Velozes e Furiosos 4 (que já está no 7...) parece ser um retorno a primeira produção da franquia, após o 3 que foi em Tókio, o que havia fugido da saga. Com marcas e modelos de carros para todos os gostos, o filme revela a competição interna, entre Ford e Chevrolet, e a internacional, como as marcas japonesas. Mas o filme leva a reflexão.
 
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De início, antes eu achava o Velozes e Furiosos revelava apenas a psicologia masculina, do macho alfa, eterno Édipo. De uma libido sublimada em máquinas velozes e brilhantes, com belas curvas e traseiras. A “vontade de potência” de Nietzsche. O “motor imóvel” de Aristóteles. Tudo isso parece estar no filme, somado a um budismo revelador: extremo controle, yoga. Isso mostra manobras quase circenses no volante e um túnel muito suspeito por onde correm, em assaltos e manobras em que aceleram contra a lei.
 
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Sempre admirei os carros japoneses. Por aqui se acha que carrões beberrões norteamericanos, ou os caríssimos italianos e alemães são os maiorais. Já os japoneses com preços mais econômicos e também de melhor consumo, tracionados e turbinados, ainda com intercoolers, são mais eficientes. São máquinas inteligentes. Melhor que inteligentzia. E mais eficazes. Assim em Velozes e Furiosos 4 se usam os “muscle cars” para zoar, e os japoneses como o Nissan GT-R e o Subaru TVI para mostrar quem manda na eficiência. No mais carrões menos conhecidos. E belas morenas.
 
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A velocidade e a perfeição da máquina revela a velocidade e perfeição da mente. Uma noogênese. A evolução é uma adaptação. Darvinismo mecânico. Assim modernizaram o clássico americano com uma injeção eletrônica. Isso aconteceu no mundo real também. Falando em real, o que mais faltou foi realidade na corrida dos túneis. No mais o filme foi excelente e mostra bem o ideal masculino.
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O carro é uma práxis da locomoção. É a luta de classes. Também se trata do espírito numa linguagem mecânica. O carro é a paixão turbinada, hedonismo compartimentalizado. No filme se revelam irracionalidades, assaltos, a luta com a lei. A aventura é acelerar, mesmo que o ator na realidade fique enfurnado em um carro parado que balança envolto em paredes pintadas de verde.
 
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O filme tem um bom elenco, e tem uma ótima locação,no México, ou em sua fronteira. Há cenas reais e separa a realidade da aventura. Mas na realidade, só se for na pista e com pessoas especialmente preparadas.